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Dia 14
Quando Deus PARECE DISTANTE
“Ele se escondeu do seu povo, mas eu
confio nele e nele ponho a minha esperança”
Isaías 8.17.
Domingo,
29 de maio de 2016 – Deus não desampara – Hebreus 13:5 (PDF)
Deus é
real, a despeito de como você se sinta. É fácil adorar a Deus quando
as coisas vão bem — quando ele provê comida, amigos, família, saúde e situações
felizes. Mas as circunstâncias não são sempre agradáveis. E como então você irá
adorar a Deus? O que você faz quando Deus parece estar a milhões de
quilômetros?
A mais profunda adoração é louvar a Deus a
despeito da dor, dar graças durante a provação, manter a confiança nele em meio
à tentação, render-se a ele durante um sofrimento e amá-lo quando ele parece
distante. Amizades são frequentemente testadas por separação e silêncio;/ocê é
separado por uma distância física, ou está impossibilitado de conversar. Na sua
amizade com Deus, não será sempre que você se sentirá próximo dele. Philip
Yancey observou sabiamente: “Todo relacionamento passa por períodos de
proximidade e distanciamento, e, no relacionamento com Deus, por mais íntimo
que seja, o pêndulo vai oscilar de um lado para o outro”. É aí que a adoração
fica difícil.
Para amadurecer a amizade, Deus irá testá-la
com períodos de aparente separação — épocas em que se tem o sentimento de que
Deus nos abandonou ou esqueceu. Tem-se a impressão de que Deus está a
quilômetros de distância. João da Cruz se referiu a esses dias de seca
espiritual, dúvida e distanciamento de Deus como “a noite escura da alma”.
Henri Nouwen chamou-os de “o ministério da ausência”. A. W. Tozer chamou-os de
“o ministério da noite”. Outros o mencionam como “o inverno do coração”.
Com exceção de Jesus, Davi foi provavelmente
quem teve uma amizade mais íntima com Deus do que qualquer outra pessoa. Deus
teve prazer em dizer: “Achei a Davi, filho de
Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade”
Atos 13:22.
Apesar disso, Davi frequentemente reclamava da aparente ausência de Deus: “Por
que, Senhor, tu permaneces afastado na hora do sofrimento? Por que te escondes
de mim?” Salmos 10:1; “Por que me abandonaste? Por que estás tão
longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia?” Salmos 22:1;
“...
tu és o Deus da minha fortaleza. Por que me rejeitaste?” Salmos 43:2. Mas
Deus não prometeu: “Você sempre sentirá a minha presença”. Existem momentos em
que ele parece ter desaparecido de nossa vida sem deixar pistas. Aliás, Deus
reconhece que algumas vezes esconde a sua face de nós, como na passagem “Verdadeiramente tu és o Deus que te ocultas, o Deus de
Israel, o Salvador” Isaías 45:15. É
óbvio que Deus não abandonou realmente Davi, assim como não abandona você. Ele
prometeu várias vezes como, por exemplo: “Sejam vossos
costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não
te deixarei, nem te desampararei” Hebreus 13:5.
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Segunda-feira,
30 de maio de 2016 – Deus nos prova – Jó 23:8-10 (PDF)
Floyd McClung descreve o que acontece: “Certo
dia você acorda e percebe que todas as suas sensações de comunhão espiritual se
foram. Você ora, mas nada acontece. Você repreende o Diabo, mas isso não muda
nada. Você faz exercícios espirituais [...] seus amigos oram por você [...]
você confessa cada pecado que consegue imaginar, e então sai por aí pedindo
perdão a todos que conhece. Você jejua [...] e nada ainda. Você começa a se
perguntar quanto tempo essa depressão espiritual irá durar. Dias? Semanas?
Meses? Será que ela vai acabar? [...] você tem a impressão de que suas orações
simplesmente batem no teto e voltam. Em absoluto desespero, você grita: “Qual é
o meu problema?”.
A verdade é que não há nada de errado com você!
Trata-se de uma parte normal da provação e amadurecimento de sua amizade com
Deus. Todo cristão passa por isso ao menos uma vez, e normalmente várias vezes.
É doloroso e perturbador, mas absolutamente vital para o desenvolvimento da sua
fé. Ter conhecimento disso deu esperança a Jó quando não podia sentir a
presença de Deus em sua vida. Ele falou: “Se vou para o Oriente, lá ele não está; se
vou para o Ocidente, não o encontro. Quando ele está em ação no Norte, não o
enxergo; quando vai para o Sul, nem sombra dele eu vejo! Mas ele conhece o
caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro” Jó
23:8-10.
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Terça-feira,
31 de maio de 2016 – Sabemos que pecamos – Salmos 5:13 (PDF)
Quando Deus parece distante, você pode pensar
que ele está zangado ou o está punindo por algum pecado. E na verdade o pecado
realmente o desliga de uma amizade íntima com Deus. Nós entristecemos o
Espírito de Deus e sufocamos nossa amizade com ele ao desobedecer, entrar em
conflito com outras pessoas, nos ocupar ou ter amizade com o mundo, além de outros
pecados. Analise-se
e diga, como no seguinte versículo: “Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu
pecado está sempre diante de mim”
Salmos 51:3.
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Quarta-feira,
1 de junho de 2016 – Deus prova nossa fé - Jó 1:20,21 (PDF)
Mas frequentemente esse sentimento de abandono
e afastamento de Deus não tem nenhuma relação com o pecado. É um teste de fé
que todos devemos enfrentar. Será que você continuará a amar, confiar, obedecer
e adorar a Deus, mesmo quando não sente a sua presença nem há evidência visível
da ação divina em sua vida?
Nos dias de hoje, o erro mais comum que os
cristãos cometem ao adorar é buscar uma experiência em vez de buscar a Deus.
Eles buscam sensações e, se elas ocorrerem, concluem que foram bem-sucedidos em
adorar. Errado! Na realidade, Deus em geral afasta as nossas sensações para não
dependermos delas. Buscar uma sensação — mesmo uma sensação de proximidade com
Cristo — não é adoração.
Quando você é um cristão novo, Deus lhe dá
muitas emoções comprobatórias e frequentemente responde às orações mais
imaturas e egoístas, tudo para que você saiba que ele existe. Mas, à medida que
você crescer na fé, ele irá emancipá-lo dessa dependência.
A onipresença de Deus e a manifestação de sua
presença são coisas diferentes. Uma é um fato; a outra é frequentemente uma
sensação. Deus está sempre presente, mesmo que você não perceba sua presença, e
sua presença é muito profunda para ser medida por uma mera emoção.
Sim, ele quer que você sinta a sua presença,
porém ele está mais interessado que você confie, e não tanto que o sinta. Fé, e
não sentimentos, agrada a Deus.
As situações que mais põem à prova a sua fé são
aquelas em que a vida desanda e Deus não pode ser achado. Isso aconteceu com
Jó. Em um único dia, ele perdeu tudo — sua família, seus negócios, sua saúde e
tudo o que possuía. E, o que é pior, ao longo de 37 capítulos, Deus não disse
nada!
Como louvar a Deus quando você não compreende o
que está acontecendo na sua vida e Deus está em silêncio? Como permanecer em
comunhão em meio a uma crise e sem nenhum contato? Como manter os olhos em
Jesus quando eles estão cheios de lágrimas? Você faz o que fez Jó: “Então
prostrou-se, rosto em terra, em adoração, e disse: Saí nu do ventre da minha
mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do
Senhor” Jó 1:20,21
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Quinta-feira,
2 de maio de 2016 – Deus deve ser louvado - Jó 19:25 (PDF)
Diga a
Deus exatamente como você se sente. Derrame seu coração perante
ele. Descarregue todos os seus sentimentos. Jó fez isso quando disse: “Por
isso, não posso ficar calado. Estou aflito, tenho de falar, preciso me queixar,
pois o meu coração está cheio de amargura” Jó 7:11. Quando Deus lhe
pareceu distante, ele clamou: “Como tenho saudade dos dias do meu vigor, quando
a amizade de Deus abençoava a minha casa” Jó 29:4. Deus pode lidar com
suas incertezas, sua raiva, seu sofrimento, sua confusão e suas indagações.
Você sabia que admitir seu desespero para Deus
pode ser uma declaração de fé? Confiando em Deus e sentindo desespero ao mesmo
tempo, Davi escreveu: “Cri, por isso falei: Estou completamente
arruinado” Salmos 116:10. Isto parece uma contradição: confiar em Deus,
mas se sentir destruído! A franqueza de Davi na verdade revela uma profunda fé.
Primeiro, ele acreditava em Deus. Segundo, ele acreditava que Deus ouviria sua
oração. E, terceiro, ele acreditava que Deus o deixaria dizer como se sentia, e
ainda assim o amaria.
Concentre-se
em quem Deus é — sua natureza imutável. Independentemente das
circunstâncias e de como você se sente, apegue-se ao caráter imutável de Deus.
Lembre-se daquilo que é eternamente verdadeiro a respeito de Deus: ele é bom,
ele me ama, está comigo, sabe por que coisas estou passando, ele se importa e
tem um bom plano para minha vida. V. Raymond Edman disse: “Nunca duvide na
escuridão do que Deus lhe disse na luz”.
Quando a vida de Jó se desfez e Deus permaneceu
em silêncio, Jó ainda achou os seguintes motivos para louvar a Deus:
• ele é
bom e amoroso; “Vida e misericórdia me concedeste; e o
teu cuidado guardou o meu espírito” Jó 10:12
• ele é
todo-poderoso; “Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum
dos teus propósitos pode ser impedido” Jó 42:2
• ele
repara em cada detalhe da minha vida; “Porém ele sabe
o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro” Jó 23:10
• ele
está no controle; “Quem lhe entregou o governo da terra? E
quem fez todo o mundo?” Jó 34:13
• ele
tem um plano para minha vida; “Porque
cumprirá o que está ordenado a meu respeito, e muitas coisas como estas ainda
tem consigo” Jó 23:14
• ele
vai me salvar. “Porque eu sei que o meu Redentor vive,
e que por fim se levantará sobre a terra” Jó 19:25.
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Sexta-feira,
3 de maio de 2016 – Fidelidade a Deus - Jó 13:15 (PDF)
Confie
que Deus cumprirá as promessas. Em tempos de seca espiritual,
você deve confiar pacientemente nas promessas de Deus, e não nas emoções. Deve
perceber que ele o está levando a um nível mais profundo de maturidade. Uma
amizade baseada em emoções é na verdade frívola.
Então, não fique preocupado com os problemas.
As circunstâncias não podem mudar o caráter de Deus. A graça de Deus ainda está
a plena força; ele ainda é a seu favor, mesmo que você não possa senti-lo. Na
ausência de circunstâncias confirmativas, Jó se apegou à Palavra de Deus. Ele
disse: “Não me afastei dos mandamentos dos seus lábios; dei mais valor às
palavras de sua boca do que ao meu pão de cada dia” Jó 23:12.
Essa confiança na palavra de Deus fez que Jó
permanecesse fiel, ainda que nada fizesse sentido. Sua fé foi forte em meio à
dor: “Embora
ele me mate, ainda assim esperarei nele” Jó 13:15.
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Sábado,
4 de maio de 2016 – Somos um em Cristo - Romanos 12.5 (PDF)
Quando você se sente abandonado por Deus e
mesmo assim mantém sua confiança nele, a despeito de seus sentimentos, você o
está adorando da forma mais profunda.
Lembre-se
do que Deus já fez por você. Se Deus nunca tivesse feito
nada mais por você, ele ainda mereceria seu louvor ininterrupto pelo resto de
sua vida, por causa do que Jesus fez por você na cruz. O Filho de Deus morreu
por você! Este é o maior de todos os motivos para adorar.
Infelizmente, esquecemos os detalhes cruéis do
torturante sacrifício que Deus fez a nosso favor. A familiaridade traz a
complacência. Mesmo antes de sua crucificação, o Filho de Deus foi desnudado,
espancado até ficar quase irreconhecível, açoitado, ridicularizado e escarnecido,
coroado com espinhos e cuspido de forma humilhante. Ultrajado e ridicularizado
por homens desalmados, ele foi tratado pior do que um animal.
Então, quase inconsciente pela perda de sangue,
ele foi força do a arrastar uma cruz colina acima, foi pregado nela e deixado
para morrer com a lenta e excruciante tortura da morte por crucificação.
Enquanto seu sangue escorria, escarnecedores ficavam ao seu redor e gritavam
insultos, desafiando sua afirmação de que era Deus.
Em seguida, como Jesus assumiu em si mesmo a
culpa pelos pecados de toda a humanidade, Deus desviou os olhos daquela
horrível visão, e Jesus gritou em total desespero: “Meu Deus! Meu Deus! Por que
me abandonaste?”. Jesus poderia ter se salvado — mas então não poderia salvar
você.
Palavras não podem descrever as trevas daquele
momento. Por que Deus permitiu e suportou tão medonho e perverso ato de
crueldade? Por quê? Para que você
pudesse ser poupado da eternidade no inferno e para que você pudesse partilhar
de sua glória para sempre! A Bíblia diz: Em “Cristo não havia pecado. Mas
Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com
ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus” 2 Coríntios 5:21.
Jesus desistiu de todas as coisas para que você
pudesse ter todas as coisas. Ele morreu para que você pudesse viver para
sempre. Somente isso já vale seu agradecimento e louvor contínuo. Você nunca
mais deveria se perguntar por que motivo deveria ser grato.
Décimo Quarto Dia
Pensando sobre meu propósito
Um
tema para reflexão: Deus é real, a despeito de como você se sente.
Um versículo para memorizar: “Deus
mesmo disse: Nunca os deixarei e jamais os abandonarei” Hebreus 13.5.
Uma
pergunta para meditar: Como me concentrar na presença de Deus,
especialmente quando ele parece distante?
Propósito
n.° 2
VOCÊ
FOI FORMADO PARA FAZER PARTE DA FAMÍLIA DE DEUS
“Eu sou a videira; vocês são os ramos” João
15.5.
“Cristo nos faz um corpo [...] Conectados
uns aos outros” Romanos 12.5.
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